Tom Cruise e o fracasso de bilheteira que a Disney temia

13 anos atrás, a Disney estava prestes a dar um passo ousado, uma jogada que poderia ter transformado o estúdio em um gigante intergaláctico do cinema. Com grandes expectativas, eles tinham em mente um filme baseado na obra de Edgar Rice Burroughs, um autor famoso por suas histórias fantásticas. Imagine isso: Tom Cruise, o superstar de Hollywood, como o protagonista de uma nova franquia sci-fi. Mas, como sabemos, a vida muitas vezes é cheia de reviravoltas estranhas e frustrações. Neste caso, a estrela que acabou brilhando foi Taylor Kitsch, e o filme, John Carter, se tornaria um dos maiores fracassos de bilheteira da história da Disney. Vamos explorar essa história fascinante no blog Pixelando!
O Contexto da Disney e a Obra de Burroughs
Quando falamos sobre a Disney, não se pode esquecer do seu legado impressionante, incluindo clássicos da animação e franquias mega populares como Star Wars e Marvel. Em 2007, a Disney decidiu mergulhar em uma nova aventura ao adquirir os direitos de um trabalho menos conhecido de Edgar Rice Burroughs, A Princesa de Marte. Para quem não se lembra, Burroughs é também o criador da famosa franquia Tarzan, e suas histórias de ficção científica não eram menos impressionantes.
O livro, lançado em 1912, apresenta um soldado humano que é transportado para Marte, onde enfrenta uma série de aventuras, criaturas exóticas e conflitos épicos. Em resumo, era o tipo de história que poderia facilmente render uma franquia. Casando isso com os talentos de Tom Cruise, a Disney parecia estar a caminho de algo grandioso.
Tom Cruise: O Candidato Ideal
Tom Cruise, com seu carisma estonteante e capacidade de atrair plateias para o cinema, foi instantaneamente considerado a escolha perfeita para a produção que contava com um orçamento de nada menos que 250 milhões de dólares! A ideia era que ele se tornasse o rosto daquela que poderia ser uma nova franquia, semelhante ao que Star Wars fez para a Disney. No entanto, após várias reuniões, parece que os astros não se alinharam. Em vez disso, a Disney decidiu seguir em uma direção diferente, optando por Taylor Kitsch como o protagonista.
Taylor Kitsch e o Lado Negro da Indústria Cinematográfica
Taylor Kitsch, um ator promissor que já havia aparecido em produções de sucesso como Friday Night Lights e Wolverine, estava prestes a ter sua grande chance. John Carter se tornaria seu projeto mais ambicioso, apesar da expectativa da Disney estar nas alturas. A produção teve um início conturbado, com várias mudanças de direção e um problema crescente com o orçamento. Esses elementos trouxeram um carro alegórico de desafios que tornaram o desenvolvimento do filme cada vez mais complicado.
O que aconteceu foi um misto de promoção exagerada e execução irregular. A Disney gastou um caminhão de dinheiro em marketing, promovendo o filme como uma nova esperança da ficção científica. O que poderia ter sido uma grande franquia se tornou uma das maiores desilusões de todos os tempos.
A Recepção e o Legado de John Carter
Quando John Carter finalmente estreou em março de 2012, as expectativas estavam nas nuvens, mas a realidade mostrou-se dura. O filme foi amplamente criticado por sua falta de coerência na narrativa e pela insuficiência de desenvolvimento de personagens. O resultado? Um total de apenas 73 milhões de dólares em bilheteiras nos Estados Unidos, o que deixou a Disney atônita. O filme se tornaria um dos maiores fracassos financeiros da história, perdendo cerca de 200 milhões de dólares.
Apesar de todo o esforço e investimento, John Carter nos ensina que nem sempre o maior orçamento garante sucesso. O conteúdo precisava de uma melhor execução e, possivelmente, a presença de Cruise teria trazido a gravidade que o filme precisava. Isso abre o debate sobre o poder do marketing versus o verdadeiro coração de um filme.
A Ironia do Destino
Com o tempo, a história do fracasso de John Carter ganhou um estranho toque de nostalgia. Muitos espectadores se sentem atraídos pela fantasia atemporal de Burroughs e, surpreendentemente, um pequeno número de fãs até começou a defender o filme, enfatizando elementos que poderiam ter sido explorados em uma continuação. Essa ironia nos faz refletir sobre a natureza volúvel do sucesso e da popularidade. A Disney, por outro lado, rapidamente se moveu para outras investidas de sucesso, como Star Wars: O Despertar da Força, que financiaram suas aspirações com lucros exorbitantes.
Conclusão
Então, o que podemos aprender com essa história? Às vezes, tudo o que precisamos é de um único ator, ou até mesmo da escolha de um elenco que pode mudar o curso de uma produção cinematográfica. Tom Cruise poderia muito bem ter sido a peça-chave que poderia ter livrado John Carter do destino tenebroso que experimentou. Este caso se tornou um lembrete de que o mundo do cinema é um lugar imprevisível, cheio de oportunidades perdidas e decisões que moldam o futuro. Por fim, nunca subestime o poder de uma boa escolha de ator, pois, no maravilhoso universo do cinema, tudo pode acontecer. Fica a dica para a Disney: nunca menospreze uma franquia em potencial!
Metadescrição: Descubra como Tom Cruise quase se torna o protagonista de uma franquia sci-fi da Disney que acabou sendo um fracasso de bilheteira. John Carter teria sido muito diferente!
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