Biodrones Russos: Pombos com Chip Cerebral Chegam para a Vigilância do Futuro (ou do Presente?)

Prepare-se para o que parece ter saído de um roteiro de ficção científica, mas que, segundo a Rússia, já é realidade. A empresa de tecnologia russa Neiry anunciou a criação de “biodrones”: pombos com implantes cerebrais capazes de ter seu voo controlado à distância. Esqueça os drones convencionais por um momento, porque aqui a discussão é outra – e envolve bichos de verdade!
As informações, divulgadas pela agência estatal RIA Novosti, revelam um avanço que promete redefinir os limites entre a biologia e a tecnologia. Para nós, aqui no Pixelando, isso levanta uma série de questões, de usos práticos a dilemas éticos.
A Neiry e a Fronteira Biotecnológica
A Neiry não é exatamente uma novata em projetos… digamos, diferentes. A empresa já brincou com a ideia de uma “rata inteligente” e até mesmo com implantes em vacas para aumentar a produção leiteira. Ou seja, essa galera gosta de integrar eletrônica e seres vivos. E agora, com os pombos, eles levam a coisa para o céu.
A grande sacada é que, segundo a Neiry, o operador consegue direcionar o voo da ave através de um chip que estimula regiões específicas do cérebro, aquelas ligadas ao movimento. A promessa é de um controle preciso e, o mais impressionante, sem a necessidade de treinamento prévio dos animais.
Por Dentro do "Pombal Cibernético": Como Funciona?
O sistema, batizado de PJN-1, é relativamente simples na sua concepção: pequenos eletrodos são implantados no cérebro do pombo. Esses eletrodos se conectam a um estimulador e um controlador, alojados numa espécie de "mochilinha" presa às costas da ave. Essa mochila, por sua vez, é alimentada por mini painéis solares, garantindo autonomia de voo.
Impulsos elétricos são enviados para o cérebro, influenciando o sentido do voo – basicamente, uma "seta" para a direita ou para a esquerda. A empresa faz questão de ressaltar que, após o procedimento cirúrgico, os animais "vivem normalmente". Embora essa afirmação, claro, seja digna de um debate mais aprofundado.
Pombos-Espiões? Câmeras e IA a Bordo
Além de voarem sob comando, esses pombos cibernéticos também carregariam um sistema de filmagem. Câmeras seriam instaladas no equipamento preso ao corpo, logo abaixo do pescoço da ave. E não para por aí: a Neiry garante que as imagens capturadas teriam rostos e dados pessoais "borrados por inteligência artificial", seguindo as normas de vigilância russas.
Essa capacidade de filmagem e a ausência de necessidade de treinamento são os grandes diferenciais, como a própria empresa destacou: “A principal diferença entre um biodrone e um animal treinado está na ausência de necessidade de treinamento: após a implantação, qualquer animal se torna controlado à distância”.