Superávit de Outubro: Um Alívio Tímido Enquanto a Dívida Brasileira Pesa no Futuro!

No universo da economia, cada balanço é uma peça de um quebra-cabeça gigante, e o mais recente do Brasil trouxe um misto de alívio momentâneo e um alerta sério. As contas do setor público consolidado apresentaram um superávit primário de R$ 32,4 bilhões em outubro. À primeira vista, uma boa notícia, certo? O superávit primário, para quem não está ligado nos termos financeiros, significa que o governo arrecadou mais do que gastou, antes de considerar os juros daquela dívida colossal.
O Saldo de Outubro e o Panorama Anual
Essa cifra de R$ 32,4 bilhões, divulgada pelo Banco Central, abrange Governo Federal, estados, municípios e estatais. Contudo, a felicidade durou pouco. Em uma análise mais aprofundada, esse resultado de outubro foi inferior ao do mesmo período do ano passado (quando foi de R$ 36,9 bilhões) e representa o pior para o mês desde 2023, que registrou R$ 14,8 bilhões. Ou seja, um superávit que não empolga tanto assim.
No detalhe, a União foi a responsável pela maior parte do saldo positivo, com R$ 36,2 bilhões. Estados e municípios fecharam com déficit de R$ 3,6 bilhões, e as estatais com um modesto (mas ainda assim déficit) de R$ 150 milhões.
E no acumulado do ano? Os primeiros dez meses registraram um déficit primário de R$ 46,9 bilhões, o equivalente a 0,45% do PIB. Embora seja uma melhora em relação ao mesmo período do ano anterior (déficit de R$ 56,7 bilhões), a meta fiscal do governo é zerar esse rombo. Pelo arcabouço fiscal, um déficit de até 0,25% do PIB (cerca de R$ 31 bilhões) é tolerado, o que ainda nos deixa um pouco acima do limite