Rombo Bilionário das Estatais: Correios e Eletronuclear Pressionam o Orçamento do Brasil!

As contas públicas brasileiras estão sob pressão máxima, e a culpa recai sobre o desempenho financeiro de algumas de nossas estatais federais. Segundo o Banco Central, o acumulado até outubro de 2025 já registra um assustador déficit de R$ 6,35 bilhões, um valor que se aproxima perigosamente do pior resultado histórico. Para os gamers e entusiastas de tecnologia do Pixelando, isso significa que recursos que poderiam ser investidos em infraestrutura digital, ciência ou até mesmo impactar indiretamente o custo de produtos eletrônicos, estão sendo desviados para cobrir esses buracos fiscais.
Os Pesos Pesados do Prejuízo: Correios e Eletronuclear
Nessa conta salgada, dois gigantes se destacam como os maiores geradores de déficit: os Correios e a Eletronuclear. Os Correios, nosso querido (e às vezes nem tanto) serviço postal, vive uma crise fiscal sem precedentes. Em 2024, o prejuízo foi de mais de R$ 2,5 bilhões, e no primeiro semestre de 2025, já superou os R$ 4 bilhões. A projeção para o final do ano é de R$ 10 bilhões, podendo escalar para R$ 23 bilhões em 2026 caso nenhuma medida eficaz seja implementada. É um buraco de correspondências que não para de crescer!
Apesar dos números assustadores, o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, descartou a privatização da empresa, um debate que fervilhava no governo anterior. Ele afirmou à GloboNews que a desestatização de serviços postais é uma tendência incomum globalmente, principalmente para garantir a universalização do serviço. A atual gestão dos Correios, entretanto, está empenhada em um plano de reestruturação ambicioso, buscando recuperação financeira e a captação de R$ 20 bilhões com um consórcio de bancos. Será o suficiente para digitalizar o serviço e torná-lo competitivo no cenário de e-commerce que não para de crescer?
No setor de energia, a Eletronuclear, responsável pelas usinas de Angra 1 e Angra 2 e pela inacabada Angra 3 – parada há uma década – também é um ponto de atenção. A empresa solicitou um aporte de R$ 1,4 bilhão ao Tesouro Nacional. O problema é complexo: a manutenção da estrutura da Angra 3, que não gera energia, custa R$ 1 bilhão por ano! Concluir a obra custaria R$ 24 bilhões, mas abandonar o projeto também sairia caro: entre R$ 22 bilhões e R$ 26 bilhões. É a clássica sinuca de bico econômica.
O Que o Governo Diz?
O Ministério da Gestão trouxe uma perspectiva diferente para a análise do rombo. Em nota ao Pixelando, eles enfatizaram que “o déficit no resultado primário não pode ser interpretado como prejuízo operacional”. A pasta aponta que das 20 empresas na estatística, 15 estão lucrando em 2025 (R$ 1,7 bilhão no primeiro semestre). Nesses casos, o déficit fiscal se deve ao aumento de investimentos e pagamento de dividendos, que entram como despesa. Em outras palavras, nem tudo é choro e lamento.