Operação "Recepa" Detona Megafraude do Café: R$ 1 Bilhão em Jogo no ES!

Prepare-se para mais uma daquelas notícias que comprovam que a criatividade humana, às vezes, é usada para os fins mais tortos. Uma operação conjunta, batizada de "Recepa", colocou um fim (ou pelo menos um baita susto) em um esquema gigantesco de fraude fiscal que vinha corroendo o setor cafeeiro no Espírito Santo. O montante envolvido? Inicialmente, R$ 400 milhões em impostos sonegados, mas que, com juros e multas, pode ultrapassar a marca assustadora de R$ 1 bilhão!
A ação, coordenada pelo Ministério Público do Espírito Santo (MPES) e com a participação de outras instituições importantes como a Sefaz e a Receita Federal, prendeu 14 pessoas nesta quinta-feira (27). E o mais chocante: entre os detidos, está um policial civil, Walace Simonassi Borges, que atuava em Marilândia e foi localizado em Colatina.
O Esquema Por Trás da Fraude Bilionária
As investigações da "Operação Recepa" começaram em 2022, quando auditores fiscais da Receita Estadual notaram um crescimento atípico de empresas "noteiras" no setor de café. A tática era, no mínimo, engenhosa – e criminosa. O grupo, composto por empresários, contadores, produtores rurais, funcionários e os infames "laranjas", montou uma rede de empresas de fachada.
Essas "noteiras" tinham um papel crucial: emitir notas fiscais falsas para simular transações de café. O objetivo? Gerar créditos tributários indevidos e sonegar o ICMS. O esquema se aproveitava do regime de tributação do ICMS aplicado ao café cru no estado, onde o imposto é recolhido apenas nas etapas finais.
Na prática, os criminosos compravam café sem nota fiscal, "legalizavam" o produto com documentação fria e, então, simulavam vendas para outros estados, especialmente Sergipe. Com isso, as dívidas fiscais eram empurradas para os "laranjas", enquanto a indústria de torrefação em Sergipe e atacadistas capixabas figuravam como principais beneficiárias da fraude. Uma jogada arriscada que, agora, custa caro aos envolvidos.
Impacto Além dos Números
Os R$ 400 milhões em impostos desviados já são um valor obsceno, mas o potencial de R$ 1 bilhão com penalidades mostra a dimensão do rombo nos cofres públicos. Esse dinheiro faz falta, e muito, em áreas essenciais como saúde, educação e segurança.
Os promotores de Justiça, em nota, destacaram a gravidade da situação. O Espírito Santo é o maior produtor de café Conilon do Brasil, um motor econômico que sustenta milhares de famílias. "Quando um crime ameaça esse setor, ele ameaça nossa história, nossa economia, nossos produtores rurais e todo o povo capixaba", afirmaram.
Mais do que uma fraude fiscal, essa operação combate um ataque à integridade do mercado, à competitividade leal e à confiança no sistema tributário. É um recado claro para quem tenta burlar a lei e lucrar às custas da sociedade.